O Reino do Norte a sua Queda

Escrito por Eru. Publicado em Locais & Construções

A ler a maravilhosa obra do professor J. R. R. Tolkien, O Senhor dos Anéis, quem nunca se apercebeu do Reino de Arnor? Mas para percebermos melhor a história deste reino, temos que andar para trás no tempo, muito antes, da Ultima Aliança, antes da Queda de Númenor... Alias, este evento foi crucial para a fundação deste reino.

Elros Tar-Minyatur foi o primeiro Rei de Númenor, e 3223 anos mais tarde Ar-Pharazôn casa à força com a sua própria prima para poder ser rei desta terra. Sendo o mais orgulhoso e mais poderoso, desafiou Sauron, o Grande, pela supremacia da Terra Média, mas o poder de Númenor estava no seu apogeu, e o seu poderio e esplendor era enorme. Sauron nunca teria tido forças para conseguir derrotar aquele exército, e humilhou-se, prestou homenagem ao rei, pediu perdão mas foi feito prisioneiro e levado para Númenor. Mal sabiam eles o poder que este servidor de Morgoth tinham. Ao passar dos anos foi conseguindo os favores do rei, até que se tornou o seu mais fiel conselheiro. A partir deste ponto da história, grande parte dos Numenorianos voltaram-se para a adoração do escuro, graças às mentiras de Gorthaur. Tão grande foi o “feitiço” que este lançou sobre o Ar-Pharazôn, que o convenceu a atacar Valinor, a terra dos Valar. Nunca alguma vez se viu um exército tão grande e tão potente. Mas mal pisaram a terra de Aman, os Valar invocaram Eru Ilúvatar, criador de Arda, e este mudou a forma do mundo, abrindo uma fenda a meio de Belegaer, fazendo com que Númenor fosse arrasado. Este foi o preço que pagaram por desrespeitar a regra imposta dos Valar.

Mas nem todos se perderam deste afundamento, pois nem todos tinham dado ouvido a Sauron. Os Senhores do Andúnië continuavam fiéis a tudo o que os Valar e os Eldar lhes tinham ensinado. Os últimos chefes dos Fiéis (e senhores do Andúnië) eram Elendil e os seus filhos. Descendiam também da linhagem de Elros Tar-Minyatur, mas não tinham direito à realeza. Estes escaparam da submersão com nove navios ao todo, levando com eles uma semente de Nimloth e as sete Palantíri. Após fugirem foram levados para as costas da Terra Média, e fundaram os reinos do Exílio: Arnor no Norte e Gondor no Sul.

Podem ver um mapa sobre as viagens dos Numenorianos Aqui!

No princípio, e na sua plenitude, o reino de Arnor abrangia todo o Eriador, tirando a parte da Meia-Lua, onde residia Círdan e Gil-galad; a parte oriental das Montanhas Azuis onde ainda moravam anões; e também as terras além do Enxurrada Cinzento onde ficava Imladris, e além do Água Borbulhento a terra de Eregion.

Aqui um mapa dos Reinos do Exílio

Após a queda de Númenor, Sauron escapou por um triz, e voltou para a Terra de Mordor, onde ficou furibundo por descobrir que o seu pior inimigo se tinha salvo e criado reinos, nomeadamente um mesmo às portas da sua terra! Então abriu guerra a todos os Eldar e Numenorianos da Terra Média, mas foi parcialmente derrotado na Batalha da Última Aliança, onde perdeu o Um Anel.

Mapa da Ultima Aliança

Nesta Batalha, e no cerco de Barad-dûr, que durou cerca de 7 anos, Anárion (filho de Elendil) foi morto por uma pedra lançada da Torre Negra e que o esmagou, Elendil e Gil-galad foram mortos durante o combate contra o próprio Sauron.

Após Elendil e Isildur houve oito Grandes Reis de Arnor, sendo este último Eärendur. Os filhos deste, após desentendimentos decidiram dividir o Reino de Arnor em três partes: Arthedain, Cardolan e Rhudaur. Esta divisão deu-se no ano de 861 da 3ª Era.

Arthedain situava-se no Noroeste e abrangia a terra entre o Brandevinho e o Meia-Lua, assim como a terra ao Norte da Estrada Grande até aos Montes do Tempo. Rhudaur ficava no Nordeste entre os brejos de Etten, os Montes do Tempo e as Montanhas Nebulosas, mas incluía também o Angle, entre Hoarwell e o Água Borbulhenta. Finalmente, Cardolan localizava-se no Sul, e as suas fronteiras eram o Brandevinho, o Enxurrada Cinzenta e a Estrada Grande.

Para melhor visualização eis um mapa destas divisões

O Reino onde o ramo de Isildur se manteve mais forte, foi sem duvida o de Arthedain, que teve por primeiro rei Amlaith de Fornost. Em Cardolan e Rhudaur, a linhagem passou a extinguir-se rapidamente, pois havia lutas frequentes, tendo por principal problema, a posse da torre de Amon Sûl, pois aí encontrava-se o principal Palantír do Reino do Norte (os outros 2 palantíri encontravam-se na posse de Arthedain).

No reinado de Malvegil, rei de Arthedain, o mal entrou no Norte, fixando-se em Angmar. Aí reuniram-se homens maus, orcs e outras criaturas perversas. O senhor de todas estas criaturas era conhecido como Rei dos Bruxos (mas mais tarde se veio a saber que era o chefe dos Nazgûl), e esperava poder arrasar os Dúnedain do Norte, pois Gondor continuava a ser um reino bastante forte.

No tempo do filho de Malvegil, Argeleb reclamou a soberania sobre todo Arnor, pois a linhagem de Isildur tinha-se completamente perdido nos outros reinos. A este pedido, Rhudaur opôs-se, pois os Dúnedain eram poucos e o seu senhor era um dos Montanheses e tinha feito um acordo com o reino de Angmar, logo já não se poderia considerar um aliado, mas sim um inimigo. Após esta recusa, Argeleb fortificou os Montes do Tempo, mas morreu em combate contra o Reino de Angmar e Rudhaur, que, sendo assim, passou a combater abertamente contra Cardolan e Arthedain.

Após a morte do pai, Arveleg conseguiu derrotar os seus inimigos dos Montes, e durante muitos anos, os dois reinos que ainda se mantinham fortes contra Rhudaur, conseguiram manter uma fronteira activa ao longo dos Montes dos Tempos, da Estrada Grande e do baixo Hoarwell. Durante este tempo, Imladris ou Rivendell, ficou sitiada.

Depois de alguns anos em “paz armada”, em 1409 saiu um exército enorme de Angmar que cercou Amon Sûl. Esta torre foi incendiada, mas o Palantír salvou-se e foi levado para Fornost. Arveleg foi morto neste ataque ao Cumo do Tempo. Os Dúnedain que ainda moravam em Rhudaur foram mortos os fugiram para Ocidente, pois sujeitos maus de Angmar ocuparam esta terra. Cardolan foi arrasado, e o resto do povo de este reino fugiu e refugiou-se em Tyrn Gorthad (as Colinas das Antas) e na floresta que ficava atrás delas (a Floresta Velha). Graças à ajuda de Círdan, Araphor (filho de Arveleg) conseguiu repelir o inimigo em Fornost e das Colinas do Norte.

Aqui fica um mapa destas batalhas do Norte

Durante o reinado de Argeleb II (filho de Araphor), a peste assolou Eriador. Veio do Sudeste, e grande parte das pessoas de Cardolan faleceram, especialmente em Minhiriath. As regiões que faziam parte de Arthedain ficaram pouco afectadas, pois quando mais a peste avançava para Norte, mais enfraquecia. Nesta altura acabaram os Dúnedain de Cardolan, e espíritos maus, chegados de Angmar e Rhudaur entraram em Tyrn Gorthad e instalaram-se lá.

Uma mapa da Peste que assolou a Terra Média

Arvedui, filho de Araphant casou com Fíriel, filha do Rei de Gondor. E após a morte do pai desta, Arvedui reclamou a soberania sobre Gondor ao qual o Conselho de Gondor respondeu:

“A coroa e a soberania de Gondor pertencem exclusivamente aos herdeiros de Meneldil, filho de Anárion, a quem Isildur legou este reino. Em Gondor a sucessão só se efectua através dos filhos varões, e não nos consta que a lei seja diferente em Arnor.

Sobre estas palavras, Arvedui respondeu:

“Elendil teve dois filhos, o mais velho dos quais foi Isildur herdeiro de seu pai. Sabemos que o nome de Elendil permanece até hoje à cabeça da dinastia dos reis de Gondor, pois foi considerado rei supremo de todas as terras dos Dúnedain. Enquanto Elendil viveu, a governação conjunta do Sul foi confiada aos seus filhos; mas, quando Elendil morreu, Isildur partiu, a fim de suceder ao pai, e de modo idêntico confiou a governação do Sul ao filho do seu irmão. Não legou a soberania em Gondor nem pretendeu que o reino de Elendil ficasse dividido para sempre.

“Além disso, na antiga Númenor, o ceptro passava para o filho mais velho do rei, quer fosse homem quer mulher. É verdade que a lei não foi observada nas terras de exílio, sempre fustigadas pela guerra; mas tal era a lei do nosso povo, à qual agora nos referimos uma vez que os filhos de Ondopher morreram sem deixar descendência”.

O Conselho não respondeu e mais tarde a coroa foi entregue a Eärnil, o comandante vitorioso, que a reclamou, visto ser da família real, e todos os Dúnedain de Gondor aceitaram-no.

Depois de tempos sem sinal de vida, Angmar “acordou” novamente, e atacou Arthedain antes de o Inverno terminar. Conquistou Fornost e repeliu grande parte dos Dúnedain para o Meia-Lua. Entre estes exilados, encontrava-se os filhos do rei. Arvedui resistiu nas Colinas do Norte, e por fim escapou para Norte com alguns membros da sua guarda. Aí escondeu-se durante certo tempo nas minas dos anões, perto do fim das Ered Luin, mas finalmente, por um factor teve que sair: a fome começava a aumentar. Ao saírem procuraram os Homens de Lossoth, os Homens da Neve de Forochel. O povo que vivia nessa zona não ajudou o rei de boa vontade, pois tinha medo do rei de Angmar que, segundo diziam, podia provocar geada ou degelo consoante lhe aprouvesse. Além disso, Arvedui não tinha nada para oferecer em troca, a não ser algumas jóias, mas a isso ele não ligavam importância. Mas movidos pela compaixão e pelo medo das armas, acabaram por lhe dar um pouco de comida e construir algumas cabanas na neve.

Quando Aranarth, filho de Arvedui, contou a Círdan o sucedido, este enviou o mais rapidamente possível um barco para Forochel a fim de resgatá-los.

Quando o barco chegou, os Homens da Neve ficaram estupefactos, pois nunca tinham visto tal engenho, e o chefe dos Lossoth avisou Arvedui:

“Não subas para esse monstro do mar! Se eles as tiverem, que nos tragam comida e outras coisas de que precisamos, e poderás ficar aqui até o Rei dos Bruxos partir; no Verão o seu poder enfraquece, mas o agora o seu bafo é mortal e comprido o seu braço frio.”

Arvedui não aceitou este conselho, e foi a sua perdição. Mas antes de entrar no barco, deu o seu anel ao chefe dos Homens da Neve e disse-lhe:

“Isto é uma coisa valiosa incalculável, só pela sua antiguidade. Não tem poder nenhum, além da estima que têm os que amam a minha casa. Não te ajudará, mas se um dia precisares os meus reavê-lo-ão a troco de fornecimento de tudo quanto desejares.”

E foi a sorte do Anel de Barahir! Sim, o anel que Finrod Felagund dera a Barahir, pai de Beren, que foi passando de geração em geração até chegar às mãos do Rei de Númenor, que dessa vez, o deu à sua filha: Silmarien, e ela ao seu filho, Valandil, que se tornou o primeiro Senhor do Andúnië, e sucessivamente até as mãos de Elendil e finalmente de Arvedui. O barco nem tinha sequer chegado a alto mar, quando se levantou uma tempestade de neve e vento, vindo do Norte, e empurrou o barco para o gelo. Diante de tal força, os marinheiros de Círdan não conseguiram controlar o barco, e o gelo esmagou o casco. O barco afundou, levando consigo o ultimo rei de Arthedain e as palantíri que ele tinha (a de Annúminas e de Amon Sûl).

Trajecto de Arvedui

Arvedui foi, como já referi, o ultimo rei de Arnor, tal como o seu nome indica. Alias, até consta uma história sobre o seu nome: Malbeth, o Vidente disse ao seu pai (de Arvedui!):

“Arvedui lhe chamarás, pois ele será o último de Arthedain. Será dado aos Dúnedain a escolher, e, se eles optarem pelo que parece menos esperanças ter, então o teu filho mudará o nome e tornar-se-á rei de um grande reino. De contrario, muito sofrimento e muitas vidas de homens passarão até os Dúnedain recuperarem o ascendente e ficarem de novo unidos.” E tal veio a suceder.

Mas também só sucedeu mais um rei em Gondor, após Eärnil. Talvez se Arvedui tivesse sido nomeado rei, isso teria evitado muito mal, mas isso não aconteceu.

Teremos que voltar atrás para ver o que aconteceu com o reino de Angmar, e como foi a sua queda:

Eärnil foi nomeado rei de Gondor (como também já referi), e era um homem sensato e nada arrogante. Depois de ser coroado rei, mandou mensagens a Arvedui a dizer-lhe que tal tinha sucedido segundo as leis e necessidades do reino do Sul, e que não esquecia a lealdade perante Arnor, logo ofereceu ajuda a Arvedui para quando este necessitasse.

Mas mesmo assim, passaram longos tempos até se sentir suficientemente seguro para proceder a tal. O rei Araphant, pai de Arvedui, foi aguentando os ataques de Angmar, e quando o seu filho subiu ao trono, fez o mesmo.

Em 1973 chegaram novas noticias a Gondor, de que Angmar estava a preparar o seu ataque final contra Arthedain. Eärnil enviou o seu filho, Eärnur com todas as forças que podia dispensar para norte, por via marítima, mas demasiado tarde foi este auxílio, pois antes de Eärnur chegar a Lindon, o Rei dos Bruxos já tinha conquistado Fornost e Arvedui já estava sepultado no mar.

Quando esta ajuda inesperada chegou aos Portos Cinzentos houve bastante alegria, pois os barcos eram tão numerosos, que tiveram dificuldade em encontrar sitio onde os ancorar. Desses barcos saiu um exército potente, com provisões para aguentar um Inverno. Os cavalos que traziam foram muito elogiados, pois vinham do vale do Anduin.

Então preparou-se a batalha final: Círdan convocou todos aqueles preparados para a guerra, e quando todos estavam prontos o exército atravessou o Meia-Lua, e marchou em direcção a Norte, para desafiar o Rei dos Bruxos, pois dizia-se que ele vivia em Fornost. Orgulhoso, não deixou entrá-los no seu reino de terror e atacou-os quando estavam a caminho, com esperança de repeli-los para a Meia-Lua.

Mas a batalha deu-se de outra maneira, e travou-se a Batalha de Fornost, na planície que ficava entre Nenuial e as Colinas das Antas. Quando as forças de Angmar estavam a ceder, o corpo principal de cavaleiros contornou os montes, e desceu do lado norte, fazendo com que a vitória fosse mais terrível. O Rei dos Bruxos tentou escapar para Norte, com aqueles que conseguiu reunir, mas foi apanhado antes de chegar a Carn Dûm, pelos cavaleiros de Gondor, que eram comandados por Eärnur, e chegou também uma força comandada pelo nobre Glorfindel. Nesse momento sofreu a maior derrota, e nenhum Orc ou criatura vil foi deixada viva para contar esta história.

Mas após as forças de Angmar estarem arrasadas, apareceu o Rei dos Bruxo de repente vestido e mascarado de preto, e montando um cavalo preto. Poderia ter escolhido qualquer guerreiro, mas tinha um objectivo: o capitão de Gondor. E com um grito terrível avançou para ele. Eärnur teria lhe feito frente, mas o seu cavalo assustou-se e levou-o para longe, antes que este o conseguisse dominar.

Então perante todos, o Rei dos Bruxos riu-se, e quem o ouviu nunca mais conseguiu esquecer a sua voz, mas Glorfindel, o único capaz de resistir ao seu negro poder, perseguiu-o nas sombras, mas a noite caiu e ninguém viu para onde ele foi.

Então Eärnur voltou para trás, mas Glorfindel gritou-lhe:

“Não o persigas! Ele não voltará a esta terra. Longe está ainda o seu fim e não será mão de homem que lho dará.” E muita gente não esqueceu as suas palavras, e isso veio verificar-se na guerra do anel, quando ele foi destruído por Merry e Éowyn.

Assim terminou o Reino de Angmar, no ano 1975 da 3ª Era.

Mais uma mapa! Mas agora da Batalha de Fornost!

Morto Arvedui, o Reino do Norte terminou, pois os Dúnedain tornaram-se muito poucos, assim como todos os povos de Eriador diminuíram. Mas mesmo após esta aparente extinção, a linhagem dos reis foi continuada pelos Capitães dos Dúnedain, em que o primeiro foi Aranarth, filho de Arvedui. Já o seu filho, Arahel, foi gerado em Rivendell, assim como daí em diante, todos os filhos dos capitães foram. Em Imladris se guardaram os tesouros da casa de Arthedain: o anel de Barahir (que foi resgatado pelos Dúnedain aos Homens da Neve); os fragmentos de Narsil, a estrela de Elendil e o ceptro de Annúminas.

Foram quinze os capitães, antes de nascer aquele que iria mudar este destino. De seguida apresentarei uma breve descrição da vida destes “exilados”:

O primeiro foi Aranarth, filho mais velho de Arvedui, e a sua principal preocupação era manter seguras as terras do seu reino destruído, agindo quase em segredo. Os tesouros da sua casa encontravam-se à guarda de Elrond, em Rivendell, e lá foi gerado e nasceu o seu filho, Arahel.

Arahel sucedeu ao pai e foi o segundo capitão dos Dúnedain, comandando-os por 71 anos, tornando-se uma tradição os filhos dos Capitães nascerem em Rivendell. Assim se manteve inalterável a sucessão, de pai para filho, ao longo de tantas gerações, o que constituía um motivo de orgulho para o Ramo do Norte. Arahel conduziu os Dúnedain pelo período que foi conhecido como a Paz Vigilante; e foi sucedido por seu filho Aranuir

Tanto Aranuir como Aravir comandaram os Dúnedain do Norte no período conhecido como Paz Vigilante, e pouco se sabe dos seus reinados. Eram os guardiães do seu povo, mas agiam secretamente, de forma que ninguém se apercebia. Eram caçadores e eternos viajantes, que mantinham as estradas seguras e as aldeias a salvo, combatendo todas as sombras e coisas más que apareciam, o que permitia que o seu povo tivesse alguma paz e segurança. No entanto, o povo desconhecia isso por completo, e muitos faziam-lhes má cara e chamavam-lhes nomes desdenhosos; os Caminhantes do Norte, era assim que os chamavam, e muitos olhavam para eles duvidosos durante o dia, desconhecendo que tinham protegido as suas casas durante a noite. Aragorn I sucedeu a Aravir, seu pai, sendo o 5º Chefe dos Dúnedain apenas por oito anos, pois foi morto por lobos que, depois disso, nunca mais deixaram de constituir um perigo em Eriador. Foi sucedido pelo seu filho Araglas.

Muito pouco se sabe sobre o reinado de Araglas, sexto capitão dos Dúnedain do Norte, pois os seus trabalhos e feitos raramente eram contados ou cantados. Foi sucedido por Arahad I, seu filho, e durante o seu reinado os Orcs ocupavam as fortalezas nas Montanhas Nebulosas, com o fim de vedar todas as entradas em Eriador. O poder da sombra tornava-se cada vez mais forte, pois Sauron tinha regressado a Dol Guldur, e no seu tempo foi convocado o primeiro Conselho Branco. Foi nesta altura que os Orcs atacaram Celebrían, esposa de Elrond, que viajava para Lórien. Foi salva por Elladan e Elrohir, seus filhos, e levada para Rivendell, onde Elrond fez tudo para a sarar; mas Celebrían perdera todo o gosto que sentira pela Terra Média e no ano seguinte foi para os Portos e transpôs o mar. Isso fez com que os dois irmãos perseguissem os Orcs ferozmente, e juntaram os seus esforços aos Dúnedain do Norte, pois nunca esqueceram o tormento que a mãe sofrera nos seus antros. Seguiu-se o reinado de Aragost, Aravorn e Arahad II, dos quais não há registos significativos.

Após Arahad II, o seu filho Arassuil sucedeu-lhe, sendo o 11º Capitão dos Dúnedain do Norte. Durante o seu “reinado”, os Caminhantes sofreram grandes distúrbios vindos das terras do Norte. Orcs das Montanhas Nebulosas invadiam as terras ocidentais, e foram repelidos pelos Caminhantes de Arassuil e elfos da casa de Elrond.

Arathorn I sucedeu ao seu pai, Arassuil, e chefiou os Dúnedain durante 64 anos, pois foi morto por lobos.

O 13º Capitão dos Dúnedain foi Argonui (que sucedeu ao seu pai, Arathorn I). Com o fim do seu reinado, começou o Inverno Maldito. (Para mais descrição deste Inverno, podem ver um mapa Aqui!

Arador, Chefe dos Dúnedain que (logicamente) sucedeu ao seu pai Argonui, foi o avô de Aragorn Elessar. Em 2930 da 3ª Era, Arador é capturado por Trolls Montanheses a Norte de Rivendell e é morto por eles, sucedeu-lhe o seu filho

Arathorn II era filho de Arador e pretendeu casar com Gilraen, a Bela, filha de Dírhael, que de início se opôs, pois era de opinião que a sua filha ainda era muito jovem para casar e tinha o pressentimento que Arathorn teria uma vida curta. Mas Ivorwen, sua esposa, que tinha o dom da previsão, disse que dessa união poderia nascer a esperança para os Dúnedain, ou passaria muito tempo até que tal acontecesse.

Assim, Dírhael consentiu o casamento e Arathorn desposou Gilraen em 2929 da 3ª Era. No ano seguinte, Arador foi morto por trolls Em 2931, a 1 de Março, nasceu o filho do casal, a quem deram o nome de Aragorn

Quando Aragorn tinha apenas dois anos, seu pai teve que partir com os filhos de Elrond para lutar contra os Orcs que saqueavam as terras. E Arathorn foi morto por uma flecha Orc, tendo apenas sessenta anos quando tombou (o que era pouco para um Dúnedain).

Ora, agora chegamos finalmente, a Aragorn Envinyatar, que foi o Rei dos Reinos Reunificados de Arnor e Gondor. Para mais informação sobre este ultimo Capitão dos Dúnedain, pode consultar o artigo sobre esta mesma personagem Aqui!

Também pode encontrar um mapa sobre a Terra Média na 4ª Era, nomeadamente, o Reino Reunificado

Finalmente, deixo aqui alguns apêndices, para complementar o artigo:

O Reino Setentrional

Herdeiros de Isildur



Arnor. Elendil †S.E. 3441, Isildur 2, Valandil 249, Eldacar 339, Arantar 435, Tarcil 515, Tarondor 602, Valandur †652, Elendur 777, Eärendur 861.

Arthedain. Amlaith de Fornost (primogenitor de Eärendur) 946, Beleg 1029, Mallor 1110, Celepharn 1191, Celebrindor 1272, Malvegil 1349, Argeleb I †1356, Arveleg I 1409, Araphor 1589, Argeleb II 1670, Arvegil 1743, Arveleg II 1813, Araval 1891, Araphant 1964, Arvedui, ultimo rei, †1975.Fim do Reino do Norte.

Capitães. Aranarth (primogénito de Arvedui) 2106, Arahael 2177, Aranuir 2247, Aravir 2319, Aragorn I † 2327, Araglas 2455, Arahad I 2523, Aragost 2588, Aravorn 2654, Arahad II 2719, Arassuil 2784, Arathorn I † 2848, Argonui 2912, Arador † 2930, Arathorn II † 2933, Aragorn II Q.E.120.

Datas Importantes:

Segunda Era:

3319 – Queda de Númenor.

3320 – Fundação dos Reinos no Exílio: Arnor e Gondor. As Pedras são repartidas.

3441 – Sauron é derrubado por Elendil e Gil-galad, que parece. Termina a Segunda Era.

Terceira Era:

861 – Morte de Eärendur e divisão de Arnor.

1300 – Os Nazgûl reaparecem e o seu chefe vai para norte, para Angmar.

1356 – O rei Argeleb I é morto em combate com Rhudaur.

1409 – O Rei dos Bruxos de Angmar invade Arnor. O Rei Arveleg I é morto. Fornost e Tyrn são defendidos. A Torre de Amon Sûl é destruída.

1636 – A Peste alastra para norte e oeste e muitas regiões de Eriador tornam-se desérticas.

1940 – Gondor e Arnor reatam as comunicações e formam uma aliança. Arvedui desposa Fíriel, filha de Ondopher de Gondor.

1944 – Arvedui reclama a coroa de Gondor.

1945 – Eärnil recebe a coroa.

1974 – Fim do Reino do Norte. O Rei dos Bruxos invade Arthedain e toma Fornost.

1975 – Arvedui afoga-se na baía de Forochel. Os Palantíri de Annúminas e Amon Sûl perdem-se. Earnur leva uma esquadra a Lindon. O Rei do Bruxos é derrotado na Batalha de Fornost e perseguido para os Brejos de Etten. Desaparece do Norte.

1976 – Aranarth toma o título de Capitão dos Dúnedain.

Aqui está um link, onde poderá esclarecer qualquer duvida sobre a genealogia das personagens. Desde a fundação de Númenor até à reunificação de Arnor e Gondor por Aragorn.

Artigo escrito por Eru o Unico